Economia: Polémica em torno das Contas do Estado continua. Miranda Sarmento adiantou novos pormenores.

Escrito por em 8 de Maio, 2024

IMG: Pixabay (Ilustrativa)

As contas do Estado continuam a “dar pano para mangas”. Depois de na semana passada, o Ministro das Finanças ter adiantado que encontrou “situações preocupantes nas contas públicas” agora foi o mesmo que, de viva voz, nesta última terça-feira, numa intervenção na conferência anual das Associações de Crédito Especializado (ASFAC), criticou, novamente, o anterior executivo liderado por António Costa por despesas aprovadas no início do ano, algumas das quais já depois das eleições legislativas de 10 de março.

Miranda Sarmento diz que se estão a tratar de “2,5 mil milhões de euros que não estavam no documento que a Assembleia da República aprovou no Orçamento do Estado”.

O titular da pasta das Finanças afirmou, ainda, que o anterior Governo aprovou despesas extraordinárias no valor de 1.080 milhões de euros, sendo que 960 milhões foram aprovados já depois das legislativas.

A situação das contas do país é, no entender do governante, “diferente daquela que tinha sido anunciada”. Para Sarmento, as medidas aprovadas pelo anterior Governo no início 2024 resultaram num “impacto, sobretudo, ao nível da reserva provisional”, que existe no Ministério das Finanças, e que normalmente é usada no segundo semestre do ano para fazer face a despesas extraordinárias ou a novas. O aviso ficou feito com Miranda Sarmento a anunciar que, “em apenas três meses, já foi utilizada quase metade da reserva que existia para o conjunto do ano”.

As criticas não se ficaram por aqui com o Ministro a acusar o anterior Executivo de aprovar 116 resoluções de Conselho de Ministros, das quais 42 não sem cabimento orçamental.

Recorde-se de que, na semana passada, o atual ministro das Finanças e Fernando Medina, seu antecessor, trocaram acusações devido aos dados da execução orçamental dos primeiros três meses do ano.


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