Venezuela diz que detenção da mulher de Maduro ocorreu a pedido da própria
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 9 de Janeiro, 2026

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O governo venezuelano afirmou que Cilia Flores, mulher de Nicolás Maduro, não estava inicialmente incluída na detenção realizada durante a operação militar levada a cabo pelos Estados Unidos, mas acabou por ser capturada depois de ter pedido para acompanhar o marido.
A explicação foi dada pelo ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, numa entrevista no programa Con el mazo dando. Segundo o governante, os militares norte-americanos não tinham intenção de deter Cilia Flores, mas esta terá dito que, se o marido fosse levado, teria também de ir com ele.
Diosdado Cabello acrescentou que esse gesto pode ter sido decisivo para salvar a vida de Nicolás Maduro. O ministro aproveitou ainda para elogiar o que classificou como o “heroísmo, força e dedicação” de Maduro, a quem voltou a chamar de presidente constitucional da Venezuela.
O responsável governamental elogiou igualmente a atuação da presidente interina, Delcy Rodríguez, após o ataque dos Estados Unidos, sublinhando a resposta das autoridades venezuelanas nos momentos que se seguiram à operação.
Cabello reiterou que a prioridade do governo é garantir o regresso de Nicolás Maduro e de Cilia Flores ao país e exigiu que ambos sejam devolvidos. Indicou, também, que o ataque norte-americano provocou pelo menos 100 mortos, motivo pelo qual foram decretados sete dias de luto nacional.
O governo venezuelano já tinha avançado que Maduro e a mulher sofreram ferimentos durante a operação militar. Segundo Diosdado Cabello, Cilia Flores foi ferida na cabeça e agredida no corpo, enquanto Nicolás Maduro sofreu um ferimento numa perna, estando ambos em recuperação.
Os Estados Unidos lançaram a operação no sábado passado com o objetivo de deter o líder venezuelano e a mulher, anunciando que irão governar o país até estar concluída uma transição de poder. Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina com o apoio das Forças Armadas.
Já na segunda-feira, Nicolás Maduro e Cilia Flores prestaram declarações num tribunal de Nova Iorque, onde responderam a acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais, tendo ambos declarado inocência.