SPLIU aponta pressão sobre docentes como causa para cerca de 6.000 baixas médicas
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 24 de Setembro, 2026

IMG: Canva Pro (Ilustrativa).
O Sindicato dos Professores Licenciados pelas Universidades e Politécnicos (SPLIU) considera que as cerca de 6.000 baixas médicas de docentes, número apresentado pelo ministro da Educação no Parlamento na última quarta-feira, resultam, em grande parte, da pressão a que os professores estarão sujeitos no início do presente ano letivo.
Num comunicado enviado às redações, o Sindicato afirma que os educadores e professores iniciaram o ano letivo com um acréscimo generalizado de cansaço e saturação, que atribui à turbulência e às exigências sentidas ao longo do ano anterior, algumas das quais, segundo o SPLIU, se prolongaram até à primeira semana de agosto.
O SPLIU aponta, ainda, as temperaturas elevadas registadas no final do ano letivo anterior e no arranque do atual, defendendo a necessidade de requalificação e climatização das salas de aula, sobretudo nas regiões do Interior e no Ribatejo.
Entre os fatores que, segundo o SPLIU, contribuem para a pressão sobre os docentes estão também as turmas numerosas, as horas extraordinárias obrigatórias, os comportamentos e a indisciplina dos alunos, as exigências da administração escolar e a pressão e interferência dos pais no trabalho dos professores.
O sindicato relaciona estas circunstâncias com situações de cansaço e saturação, episódios depressivos, agravamento de doenças pré-existentes e situações de burnout.
O SPLIU chama também a atenção para o impacto do aumento do custo de vida nos professores, nomeadamente entre os docentes deslocados da sua residência familiar, devido aos preços das rendas, e entre aqueles que percorrem diariamente dezenas ou centenas de quilómetros para se deslocarem para as escolas onde estão colocados.
As despesas associadas à utilização de viatura própria e o aumento dos custos dos combustíveis são igualmente apontados pelo sindicato como fatores de pressão.