Sismo de 4,1 em Alenquer volta a deixar site do IPMA indisponível e reacende debate sobre resiliência digital
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 19 de Fevereiro, 2026

IMG: Cidadãos pela Cibersegurança
Um sismo de magnitude 4,1 na escala de Richter, com epicentro em Alenquer, registado às 12h14 desta quinta-feira, voltou a provocar a indisponibilidade do site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Após o abalo, o endereço ipma.pt ficou inacessível, tendo sido mais tarde ativada uma página temporária com uma versão simplificada, justificando a situação com “volume de tráfego excecionalmente elevado” ou ações de manutenção.
A falha surge depois de, em fevereiro de 2025, a iniciativa Cidadãos pela Cibersegurança (CpC) ter alertado para fragilidades na resiliência digital do site do IPMA, na sequência de outro sismo.
Segundo a CpC, perante ocorrências desta natureza seria expectável que o portal do IPMA funcionasse como principal fonte de informação fiável para a população. A organização defende medidas como a utilização de redes de distribuição de conteúdos (CDN), sistemas de balanceamento de carga, reforço de servidores, testes de carga regulares e eventual recurso a soluções de computação em nuvem para garantir escalabilidade.
No mesmo comunicado, a CpC associa ainda preocupações com a proteção de infraestruturas críticas, referindo a recente presença do navio russo Sparta IV ao largo da costa portuguesa, dentro da Zona Económica Exclusiva, numa área atravessada por cabos submarinos de comunicações estratégicos para a Europa, África, América e Ásia.
A organização sublinha que os cabos submarinos transportam mais de 95% do tráfego global de dados e defende o reforço da vigilância e da capacidade de monitorização, incluindo o uso de veículos subaquáticos autónomos para inspeção e proteção destas infraestruturas.