Sindicato reiteira a necessidade da reativação do destacamento de Bombeiros no Couço (c/ som)
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 13 de Abril, 2026

IMG: Canva Pro (Ilustrativa).
Um homem, com cerca de 70 anos, morreu no passado sábado, 11 de abril, durante o evento “Tradições à Mesa – Comer Túberas”, promovido pela Raízes de Santa Ana – Associação Cultural e Recreativa de Santana do Mato, no concelho de Coruche.
A vítima esteve a dançar com a filha, tendo, depois de se sentar, caído inanimada. Dada indisponibilidade de meios dos Bombeiros Municipais de Coruche, o socorro – que acabou por ser assegurado por uma corporação vizinha e pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital Distrital de Santarém (HDS) – terá demorado mais de 45 minutos a chegar ao local, um atraso que volta a trazer para a discussão pública a necessidade de reforço dos meios de emergência pré-hospitalar no concelho de Coruche.
A Rádio Marinhais falou com Sérgio Carvalho, presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP), que sublinhou que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) é a entidade responsável pela gestão dos meios humanos e materiais. O dirigente destacou que a zona de Coruche está, há vários anos, identificada como carenciada, sendo necessário reforçar os meios de emergência e socorro, uma situação que, segundo afirma, não tem sido resolvida.
Sérgio Carvalho aponta, ainda, que não é devidamente considerada a distância entre o concelho e os hospitais de referência, nem o tempo necessário para os bombeiros efetuarem o transporte de vítimas e regressarem aos quartéis. O SNBP tem vindo, há vários anos, a defender o reforço de meios em toda a região, bem como o aumento do número de efetivos nos corpos de bombeiros.
Recentemente, o sindicato alertou também o presidente da Câmara Municipal de Coruche, Nuno Azevedo, para a necessidade de reforçar os recursos humanos, sublinhando, no entanto, a escassez de candidatos.
“O INEM tem de, de uma vez por todas, reforçar os meios nas zonas onde os tempos de resposta são mais elevados e as distâncias maiores. Não podemos comparar uma cidade com hospital central, onde o socorro pode demorar pouco mais de meia hora, com um concelho como Coruche, onde é frequentemente necessário transportar doentes para Santarém ou até Lisboa. Não se podem tratar de forma igual realidades que são completamente diferentes”, afirmou.
Ainda assim, o dirigente sindical considera que o município também deve pressionar as entidades competentes no sentido de garantir o reforço de meios.
O SNBP defende que o corpo de bombeiros de Coruche deve ser mais robusto, propondo inclusivamente a reativação de um destacamento no Couço, à semelhança do que existiu no passado, para assegurar uma resposta mais rápida e eficaz.
Escute, aqui, as declarações de Sérgio Carvalho à Rádio Marinhais: