Quercus critica passagem da Volta a Portugal por área protegida do Gerês (c/ som)
Escrito por Redação em 11 de Agosto, 2026

IMG: Canva Pro (ilustrativa)
A Quercus contesta a passagem da 7.ª etapa da Volta a Portugal pela Mata de Albergaria, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, marcada para 13 de agosto. A associação ambientalista considera que as condições impostas pelo ICNF não eliminam os impactos ambientais e podem criar um precedente para a realização de outros eventos em áreas protegidas.
Entre as restrições estão a proibição de público nas zonas mais sensíveis, a limitação dos veículos de apoio e a ausência de meios aéreos e de sistemas de som. Ainda assim, a Quercus considera que a presença de ciclistas, equipas, veículos e toda a logística da prova representa uma pressão adicional sobre uma das áreas naturais mais sensíveis do país.
A associação questiona também a compatibilidade da prova com as regras de proteção da Mata de Albergaria, uma área de elevado valor ambiental que integra um dos mais importantes carvalhais nativos do Noroeste português e onde existem habitats e espécies que exigem uma proteção reforçada.
A Quercus defende que existem alternativas de percurso, nomeadamente em zonas periféricas do Parque, e pede ao ICNF e à organização da Volta a Portugal que retirem a passagem pela Mata de Albergaria desta e de futuras edições. Solicita ainda que seja divulgada a fundamentação técnica e jurídica que esteve na base da autorização.
A associação reconhece a importância da Volta a Portugal para a promoção dos territórios, mas considera que essa valorização deve ser compatível com a proteção das áreas naturais.
Escute, aqui, as declarações da Presidente da Direção Nacional da Quercus, Alexandra Azevedo, à Rádio Marinhais: