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Proteção Civil alerta para agravamento do estado do tempo e risco de cheias em várias regiões do país

Escrito por em 10 de Fevereiro, 2026

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alerta para um agravamento do estado do tempo nos próximos dias em Portugal continental, com previsão de precipitação, vento forte e agitação marítima significativa.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, são esperados períodos de chuva por vezes forte e persistente, sobretudo nas regiões Norte e Centro, vento forte com rajadas até 90 quilómetros por hora nas terras altas dessas regiões e agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste até seis metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima.

Segundo a informação hidrológica da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), prevê-se uma situação potencialmente perigosa em várias bacias hidrográficas. No rio Mondego, estão abrangidos os concelhos de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure.

No rio Tejo, o alerta inclui, entre outros, Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha.

No rio Sorraia, os concelhos sinalizados são Coruche e Benavente, e no rio Sado, Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Grândola, Alvito, Ourique e Ferreira do Alentejo.

A Proteção Civil recomenda, ainda, o acompanhamento da situação hidrológica noutras bacias, nomeadamente dos rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana, devido ao risco de inundações.

A ANEPC alerta que a precipitação intensa dos últimos dias provocou a subida dos caudais dos rios, prevendo-se que se mantenham elevados. A continuação da chuva aumenta o risco de cheias e inundações, agravado pelas descargas das barragens espanholas. Entre os efeitos expectáveis estão cheias por transbordo de rios e ribeiras, inundações em zonas urbanas, interdição de vias rodoviárias, instabilidade de vertentes, pisos escorregadios, acidentes na orla costeira devido à forte agitação marítima e situações de risco associadas ao vento forte.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil recomenda a adoção de medidas preventivas, como a desobstrução dos sistemas de drenagem, a evitação de circulação e estacionamento em zonas inundáveis, a fixação de estruturas soltas, cuidados acrescidos junto à orla costeira e zonas ribeirinhas e a restrição de atividades relacionadas com o mar, apelando ainda a uma condução defensiva e ao acompanhamento das informações oficiais da meteorologia, da Agência Portuguesa do Ambiente e da Proteção Civil.