Movimento dos Utentes critica Prestação Social Única e alerta para impacto nos salários
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 12 de Junho, 2026

IMG: Pixabay (Ilustrativa).
O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos considera que a proposta de Prestação Social Única (PSU) poderá contribuir para a contenção salarial e para a desvalorização do trabalho, criticando as condições associadas à nova medida.
Em comunicado, a organização sustenta que a PSU, apresentada como uma forma de simplificação burocrática, agrega 13 prestações sociais não contributivas, incluindo o Rendimento Social de Inserção, pensões sociais e subsídios sociais de desemprego e parentalidade.
Segundo o movimento, a obrigatoriedade de realização de até 15 horas semanais de trabalho comunitário para acesso à prestação representa uma desvalorização do apoio social e do próprio trabalho. A estrutura defende que, caso exista necessidade dessa mão de obra, deveriam ser criados postos de trabalho formais.
O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos acusa ainda o Governo PSD/CDS e os partidos que o apoiam no Parlamento de promoverem políticas que, na sua perspetiva, fragilizam os direitos laborais e a Segurança Social.
No documento, a organização rejeita também a ideia de insustentabilidade do sistema público de Segurança Social e manifesta preocupação com propostas que considera aproximarem a gestão dos fundos públicos de entidades privadas.
Para o movimento, a PSU não tem como principal objetivo combater a pobreza, mas sim incentivar a aceitação de empregos precários e pressionar os salários em baixa.