Governo declara situação de alerta em todo o território continental até segunda-feira
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 3 de Julho, 2026

IMG: Pixabay (Ilustrativa).
O Governo declarou a situação de alerta em todo o território continental entre as 00h00 desta sexta-feira, 3 de julho, e as 23h59 de segunda-feira, 6 de julho, devido ao agravamento do risco de incêndios rurais provocado pelas elevadas temperaturas previstas para os próximos dias.
A decisão foi tomada pelos ministérios da Defesa Nacional, Infraestruturas e Habitação, Administração Interna, Saúde, Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ambiente e Energia, Cultura, Juventude e Desporto e Agricultura e Mar, na sequência das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Durante este período entram em vigor medidas excecionais de prevenção, entre as quais a proibição do acesso, circulação e permanência em espaços florestais definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como nos caminhos florestais e rurais que os atravessam.
Ficam igualmente proibidas as queimadas e queimas de sobrantes de exploração, sendo suspensas todas as autorizações já emitidas. Está também interdita a utilização de fogo de artifício, outros artefactos pirotécnicos e o lançamento de balões com mecha acesa.
É ainda proibida a realização de trabalhos com maquinaria em espaços florestais e, nos restantes espaços rurais, a utilização de equipamentos como motorroçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.
Existem, no entanto, algumas exceções, nomeadamente para trabalhos agrícolas considerados essenciais, atividades de rega, colheita, tratamento fitossanitário, alimentação de animais, extração manual de cortiça e mel, bem como algumas operações de construção civil e de colheita mecanizada, desde que cumpram medidas de mitigação do risco de incêndio e, quando aplicável, sejam comunicadas às autoridades competentes.
A declaração da situação de alerta determina ainda o reforço do dispositivo de prevenção e combate aos incêndios, com o aumento do grau de prontidão da GNR e da PSP, reforço das equipas de emergência médica, saúde pública e apoio social, mobilização permanente dos sapadores florestais, agentes florestais e vigilantes da natureza, bem como o reforço da vigilância aérea com meios das Forças Armadas.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil continuará a emitir avisos à população e apela ao cumprimento rigoroso das medidas em vigor, de forma a reduzir o risco de ocorrência de incêndios rurais.