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GNR reforça patrulhamento e videovigilância devido ao agravamento do risco de incêndio rural

Escrito por em 22 de Junho, 2026

IMG: GNR (Ilustrativa).

A Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou o dispositivo de vigilância e prevenção de incêndios rurais em todo o território continental face às previsões meteorológicas que apontam para um agravamento severo do perigo de incêndio nos próximos dias.

Segundo a GNR, a subida acentuada das temperaturas, o vento forte e a redução significativa da humidade relativa do ar levaram à ativação de um reforço especial de meios humanos e tecnológicos, com o objetivo de garantir a deteção precoce de incêndios, a proteção das populações e a salvaguarda do património florestal.

No âmbito da Diretiva Integrada de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais (DIVDIR), a Guarda vai intensificar o patrulhamento nas zonas florestais e agrícolas, mobilizando valências territoriais, do SEPNA, do Trânsito e da Investigação Criminal para áreas com maior risco ou histórico de ignições.

O reforço inclui uma média diária de 210 patrulhas móveis, a integração de 20 patrulhas das Forças Armadas, a monitorização de cerca de sete milhões de hectares através de 147 torres de videovigilância florestal e a ativação de 80 postos de vigia operados por 320 vigilantes.

A operação conta ainda com 23 Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal, envolvendo 140 militares especializados, bem como a utilização de drones da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro e de uma aeronave não tripulada da Força Aérea.

Desde o início do ano, a GNR realizou 22.954 patrulhas de vigilância e deteção de incêndios rurais. Somando as ações das restantes entidades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, foram efetuadas 27.105 ações de vigilância, que permitiram identificar 718 suspeitos e deter 120 pessoas pelo crime de incêndio florestal. No mesmo período foram registados 3.588 incêndios rurais.

De acordo com os dados da Guarda, 59,7% dos incêndios investigados tiveram origem no uso negligente do fogo, nomeadamente em queimas e queimadas. Já 11,6% resultaram de utilização intencional do fogo.

A GNR recorda que, nos dias em que o risco de incêndio seja classificado como Muito Elevado ou Máximo, é proibido realizar queimas e queimadas, fazer fogueiras, fumar em espaços florestais e agrícolas, lançar foguetes ou utilizar maquinaria sem os dispositivos de segurança obrigatórios.