Distrito de Santarém regista duas burlas de “falsos acidentes” no primeiro semestre
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 28 de Agosto, 2026

IMG: GNR (Ilustrativa).
O distrito de Santarém registou duas denúncias de burlas por simulação de acidentes de viação nos primeiros seis meses de 2026, segundo dados divulgados pela Guarda Nacional Republicana (GNR).
A nível nacional, a GNR contabilizou 30 denúncias deste fenómeno entre janeiro e junho, mais 15,4% do que no mesmo período de 2025, quando tinham sido registados 26 casos.
Santarém surge com duas ocorrências no primeiro semestre deste ano. Em todo o ano de 2025, o distrito tinha registado quatro casos.
As burlas por simulação de acidentes causaram 72.540 euros de prejuízo às vítimas em apenas seis meses de 2026, valor próximo dos 77.480 euros registados durante todo o ano passado. O prejuízo individual mais elevado este ano chegou aos 15.450 euros.
Segundo a GNR, o esquema passa pela simulação de uma colisão inexistente, seguindo-se a exigência de um pagamento imediato. Os suspeitos abordam frequentemente as vítimas à saída de parques de estacionamento, nomeadamente junto a superfícies comerciais, e utilizam sinais de luzes ou avisos sonoros para as fazer parar.
Depois, convencem o condutor de que terá provocado danos no outro veículo, apontando, por exemplo, para riscos já existentes ou espelhos partidos. Perante a pressão para resolver rapidamente a situação e evitar a intervenção policial ou problemas com o seguro, a vítima é levada a efetuar um pagamento.
A GNR alerta, ainda, para uma evolução dos métodos utilizados. Em alguns casos, os criminosos acompanham as vítimas até caixas multibanco para efetuarem levantamentos. Mais recentemente, têm sido utilizados terminais de pagamento automático portáteis, através dos quais os suspeitos podem observar o código PIN e trocar o cartão bancário da vítima por outro semelhante, permitindo posteriormente realizar levantamentos.
A escolha de condutores com mais de 60 anos é apontada pela GNR como uma estratégia dos burlões, que procuram explorar a vulnerabilidade emocional, o receio de complicações legais e a menor familiaridade com determinados métodos de pagamento eletrónico.