Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência para analisar operação militar dos EUA na Venezuela
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 5 de Janeiro, 2026

IMG: Canva Pro (Ilustrativa).
O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se, esta segunda-feira, 5 de janeiro, para discutir a operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura e deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro, atualmente detido em Nova Iorque.
O pedido formal para a convocação da reunião partiu de Caracas, que pretende abordar o que classifica como uma “agressão criminosa” por parte dos Estados Unidos, ocorrida na madrugada de sábado. O requerimento contou, ainda, com o apoio de países como o Irão e a Colômbia.
A reunião do Conselho de Segurança acontece no mesmo dia em que Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, ambos detidos num centro de detenção em Nova Iorque, comparecem perante um tribunal em Manhattan. Maduro é acusado de crimes de narcoterrorismo e posse de armas. O tribunal federal do Distrito Sul de Manhattan confirmou que a sessão judicial está marcada para as 12h00 locais, 17h00 em Lisboa.
A comunidade internacional tem reagido de forma dividida, com alguns países a condenarem a intervenção norte-americana em Caracas e outros a saudarem a queda de Nicolás Maduro. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar de Washington poderá ter “implicações preocupantes” para a região.
Horas após o ataque, ainda no sábado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país passará a ser governado pelos Estados Unidos até estar concluída uma transição de poder, admitindo a possibilidade de uma segunda ofensiva caso seja considerada necessária.
Já no domingo, Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro, foi confirmada como presidente interina. Pouco depois, Donald Trump ameaçou-a, afirmando que #pagará mais caro do que Maduro” se “não fizer o que deve”.