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Catarina de A a Z

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Combustíveis descem na próxima semana

Escrito por em 25 de Setembro, 2026

IMG: Canva Pro (Ilustrativa).

Os preços dos combustíveis deverão descer na próxima semana, entre 28 de setembro e 4 de outubro, com o gasóleo a baixar seis cêntimos por litro e a gasolina dois cêntimos.

De acordo com as previsões divulgadas pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), com base nos preços médios indicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio do litro de gasóleo deverá passar dos atuais 2,221 euros para 2,161 euros.

Já o preço médio da gasolina deverá baixar dos 2,115 euros para 2,095 euros por litro.

Estes valores são, contudo, previsões baseadas nos preços da matéria-prima no fecho dos mercados da última quinta-feira. Eventuais oscilações nas cotações do crude e dos combustíveis até ao final desta sexta-feira poderão provocar alterações face aos valores previstos.

Também podem ser encontradas diferenças de preços entre postos de abastecimento, uma vez que o setor dos combustíveis e as respetivas políticas de preços são liberalizados.

Os preços dos combustíveis continuam ainda a ser influenciados pela situação no Médio Oriente, com os Estados Unidos, Israel e o Irão envolvidos em ataques militares na região. Segundo o ACP, o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, tem contribuído para fortes alterações nos preços dos combustíveis.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, o Governo comprometeu-se a aplicar uma redução extraordinária e temporária no ISP sempre que se verifique um aumento do preço dos combustíveis superior a 10 cêntimos, procurando mitigar a subida dos preços.

A redução extraordinária no ISP tem um efeito cumulativo a cada semana. Uma estimativa do Conselho das Finanças Públicas aponta para uma redução de 777 milhões de euros na receita fiscal do Estado resultante deste desconto.

Entre as restantes medidas adotadas pelo Governo está ainda a possibilidade de libertar até 10% das reservas estratégicas de combustível do país, na sequência de uma ação conjunta com os países da Agência Internacional de Energia.

Mais recentemente, o executivo de Luís Montenegro decidiu criar uma Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero, aplicada às empresas dos setores do petróleo bruto e da refinação, com o objetivo de tributar a 33% os lucros extraordinários das petrolíferas.