Chega avança com moção de censura ao Governo de Luís Montenegro
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 3 de Setembro, 2026

IMG: Reprodução Facebook André Ventura.
O Chega avançou esta quarta-feira com uma moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
O anúncio foi feito pelo presidente do Chega, André Ventura, que confirmou a entrega do requerimento na Assembleia da República. O partido considera que o antigo diretor da Polícia Judiciária não reúne condições para continuar no Executivo da AD.
Entre os motivos apontados pelo Chega estão as polémicas relacionadas com um atrelado apreendido numa operação contra o tráfico de droga, posteriormente descoberto numa empresa contratada pela Polícia Judiciária e também por Luís Neves para obras pessoais, e o uso pessoal, por parte do ministro, de um veículo apreendido pela Judiciária.
André Ventura afirmou, ainda, que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária não fica inviabilizada pela apresentação da moção de censura.
Segundo o líder do Chega, caso a moção seja aprovada, o partido compromete-se a regressar à comissão parlamentar de inquérito após o início de uma nova legislatura.
A aprovação da moção depende essencialmente do Partido Socialista. O líder socialista já afirmou que não será pelos socialistas que haverá uma crise política, apontando para um possível chumbo da iniciativa do Chega.
André Ventura disse também ter falado por duas vezes com o Presidente da República, António José Seguro, sobre o assunto.
A data para o debate e votação da moção de censura ainda não está definida. O tema terá de ser discutido na conferência de líderes, uma vez que o Parlamento só retoma os trabalhos a 15 de setembro.
Terá ainda de ser decidido se a moção será discutida na Comissão Permanente, órgão que assegura o funcionamento do Parlamento durante as férias.