Aos 87 anos, Isilda Patrício é a bombeira mais antiga de Portugal (c/ som)
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 11 de Agosto, 2026

IMG: Reprodução Facebook Isilda Patrício.
Aos 87 anos, Isilda Patrício continua a vestir a farda dos Bombeiros Voluntários de Azambuja, sendo considerada atualmente a bombeira mais antiga de Portugal no ativo.
A ligação de Isilda à corporação começou de forma inesperada, na década de 70. Na altura, trabalhava num armazém de vinhos, quando foi surpreendida por dois homens que repararam nos problemas que tinha nas mãos, provocados por frieiras e má circulação.
A situação acabaria por levar à sua reforma por invalidez, aos 38 anos. Reformada tão cedo, Isilda conta que passava os dias em casa, até que um amigo lhe sugeriu que integrasse os Bombeiros Voluntários de Azambuja, onde a sua esposa trabalhava.
A proposta surgiu de forma inesperada. Um dia, enquanto jantava, bateram-lhe à porta e foram falar com o marido. Apesar da reticência inicial, acabou por receber autorização para integrar a corporação.
À Rádio Marinhais, Isilda recorda que gostava particularmente de acompanhar doentes aos hospitais, embora também tenha participado em ocorrências de incêndio.
A bombeira recorda ainda as diferenças entre os primeiros anos na corporação e a realidade atual. Nessa altura, as condições eram muito diferentes e as mulheres bombeiras eram ainda pouco comuns.
Isilda conta que estava sempre disponível quando era chamada e que chegou a dormir preparada para conseguir trocar rapidamente de roupa quando surgia uma ocorrência.
Ao longo dos anos, diz ter gostado muito da missão que desempenhou e admite que ainda hoje sente pena de não poder ajudar mais.
Para Isilda Patrício, ser bombeiro vai muito além de vestir uma farda. Considera que é preciso “ter coração” e saber lidar com as vítimas com carinho, nomeadamente com pessoas doentes ou envolvidas em acidentes.
Aos 87 anos, mantém assim a ligação aos Bombeiros Voluntários de Azambuja, numa história marcada por décadas de voluntariado e dedicação à comunidade
Escute, aqui, as declarações de Isilda Patrício à Rádio Marinhais: