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Alunos descobrem funcionamento da ETAR de Samora Correia e alertas ambientais sobre resíduos indevidos

Escrito por em 6 de Maio, 2026

IMG: Águas do Ribatejo.

Dezenas de alunos do Curso de Educação e Formação de Adultos (CEF) participaram, na passada terça-feira, 5 de maio, numa visita à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Samora Correia, onde tiveram contacto direto com o percurso das águas residuais provenientes de Samora Correia e do Porto Alto.

Segundo a Águas do Ribatejo (AR), a iniciativa permitiu aos formandos conhecerem um processo essencial para a saúde pública e para a proteção ambiental, muitas vezes desconhecido da população. Durante a visita, foi reforçada a importância do correto uso das redes de saneamento, com destaque para a presença frequente de resíduos indevidos, como toalhetes, cotonetes, fraldas ou restos de alimentos, que dificultam o tratamento da água e aumentam os custos de operação.

O técnico responsável pela ETAR alertou para a necessidade de boas práticas, sublinhando que “a sanita não é um caixote do lixo”, devendo apenas ser utilizado papel higiénico.

Inaugurada em 2019, a ETAR de Samora Correia representa um investimento global de cerca de seis milhões de euros e integra ainda soluções de eficiência energética, como uma unidade de produção solar para autoconsumo, que tem permitido reduzir custos e a pegada carbónica.

Segundo a Águas do Ribatejo, a abertura destas infraestruturas à comunidade escolar é essencial para promover a literacia ambiental e sensibilizar para a sustentabilidade. A empresa afirma já ter recebido mais de 15 mil visitantes em cerca de 15 anos, entre alunos, investigadores e comunidade em geral.