2025 foi o terceiro ano mais quente desde que há registos
Escrito por Edgar Correia (CP 9036) em 14 de Janeiro, 2026

IMG: Canva Pro (Ilustrativa).
O ano de 2025 confirmou-se como o terceiro mais quente de que há registo a nível global e marcou o terceiro ano consecutivo em que a temperatura média do planeta superou o limite de 1,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.
A informação consta do relatório anual do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, que gere o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus para a Comissão Europeia.
De acordo com o documento, a temperatura média global atingiu os 14,97 graus Celsius, um valor 0,59 graus acima da média registada entre 1991 e 2020. Em comparação com outros anos recentes, 2025 foi ligeiramente mais frio do que 2023, mas mais quente do que 2024, que continua a ser o ano mais quente alguma vez observado.
Na Europa, o cenário foi semelhante, com 2025 a ocupar também o terceiro lugar no ranking dos anos mais quentes. A temperatura média foi de 10,41 graus, ficando abaixo do recorde de 2024, mas claramente acima da média histórica.
O relatório identifica como principais causas a acumulação de gases com efeito de estufa na atmosfera e as temperaturas excecionalmente elevadas da superfície do mar, influenciadas pelo fenómeno El Niño e por outros fatores de variabilidade oceânica, agravados pelas alterações climáticas.
Segundo os especialistas, o aquecimento global de longo prazo aproxima-se já de 1,4 graus acima dos níveis pré-industriais, o que significa que o limite definido no Acordo de Paris poderá ser alcançado até ao final da década.
Em 2025, metade da superfície terrestre registou um número superior ao habitual de dias com stress térmico severo, definido por um índice de calor igual ou superior a 32 graus. As temperaturas elevadas contribuíram ainda para a intensificação dos incêndios florestais em várias regiões do mundo, incluindo Portugal.