13 Politécnicos passam a Universidades Politécnicas a partir de agosto
Escrito por Redação em 31 de Julho, 2026

IMG: Canva Pro (ilustrativa)
Treze institutos politécnicos portugueses passam, a partir de agosto de 2026, a designar-se Universidades Politécnicas, na sequência da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). A mudança abrange os atuais institutos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu.
A alteração aplica-se apenas às instituições que cumpriram os critérios de qualidade e excelência definidos pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), após um processo de avaliação independente.
Segundo o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Luís Loures, esta mudança representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas instituições e da sua capacidade científica, pedagógica e de investigação aplicada, bem como do contributo para o desenvolvimento das regiões.
Apesar da nova designação, mantém-se a matriz do ensino politécnico, assente numa formação prática e aplicada, orientada para o desenvolvimento tecnológico e para a transferência de conhecimento.
O responsável considera ainda que esta alteração reforçará o reconhecimento internacional destas instituições, contribuirá para uma maior equidade entre os subsistemas de ensino superior e poderá aumentar a visibilidade das regiões de baixa densidade.
Com a entrada em vigor do novo regime, os atuais presidentes dos politécnicos passam a assumir o título de reitores das Universidades Politécnicas, sendo eleitos diretamente pela comunidade académica.
O novo RJIES prevê também um reforço da autonomia das instituições. Ainda assim, o CCISP alerta para a necessidade de combater o subfinanciamento do ensino superior, defendendo que o atual modelo continua a colocar Portugal abaixo da média da OCDE no investimento neste setor.